Agentes do IBAMA queimam maquinários e deixam prejuízo milionário em garimpo de Itaituba

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Equipamentos queimados pelos agentes do IBAMA. (Foto: Acervo Pessoal)
Na tarde desta quinta-feira (30), o gampeiro Manoel Lourimar procurou o Giro para denunciar uma ação que lhe causou imenso prejuízo, efetivada por agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), na última quarta-feira (29). Conforme informado, os agentes teriam chegado na área garimpeira do Jamaxim e queimado diversos equipamentos de propriedade de Manoel, estes avaliados a mais de 1 milhão de reais, além de apreenderem diversos objetos e ouro.

Em meio a ação feita pelos agentes, algo que causou entranhamento foi o fato de, apesar de haver outras áreas de extração de ouro próximas, a exemplo do barraco vizinho que pertence ao homem identificado como Luis Carlos, somente os maquinários de Lourimar foram destruídos.
Maquinário destruído na ação dos agentes do IBAMA. (Foto: Acervo Pessoal)
Lourimar afirmou ainda que os agentes teriam dado o prazo de cinco dias para que o mesmo desocupasse a área, retirando os maquinários e funcionários, paralisando as atividades de extração de minério, acordo este que o garimpeiro concordou, porém, ainda assim os agentes queimaram os equipamentos.

"Chegaram lá e combinaram comigo para que eu retirasse minhas coisas no prazo de cinco dias, em seguida, levaram a gente para o barraco vizinho onde não tocaram em nada lá, atacaram somente minhas PCs, meus motores. Equanto eles estavam conversando conosco, enrolando a gente, os outros agentes estavam queimando o meu barraco e os meus equipamentos. Levaram todas as pessoas, inclusive a cozinheira, para que ninguém acompanhasse, queriam apenas me atacar mesmo", relatou.

Agentes do IBAMA envolvidos na ação. (Foto: Acervo Pessoal)

Entre os itens destruídos estão duas PCs, um quadriciclo, alguns motores, além de levarem ouro, rádio, e outros. Manoel afirmou ainda que, durante a ação, os agentes intimidaram as pessoas que estavam presentes com palavras grosseiras, as humilharam para que sentassem no chão com as mãos embaixo. 

O garimpeiro destacou que já estava realizando as atividades de garimpagem na área denominada jamanxim a cerca de seis meses e não tinha tido nenhum problema até o momento. Por isso, verificou com algumas pessoas, inclusive do IBAMA, se havia alguma operação destinada àquela área, mas foi constatado que não havia nada programado, "nem lá e nem em outro garimpo".

Maquinário destruído na ação dos agentes do IBAMA. (Foto: Acervo Pessoal)

O pessoal [os agentes] que foi lá falou que tinha conhecimento do desmatamento e a missão foi deles mesmo, não explicaram de onde eles vinham e o porque de estarem lá. O pessoal de Itaituba falou que não tinha operação nenhuma para lugar algum e não tem", finalizou.

Lourimar busca descobrir a razão pela qual os agentes destruíram somente seus equipementos e desconfia que a ação tenha sido encomendada, visto que não foi uma "operação" devidamente autorizada, mas aparentemente pessoal.

Maquinário destruído na ação dos agentes do IBAMA. (Foto: Acervo Pessoal)



Por: Adacioni Santos Fonte: Portal Giro

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