Moradores de gleba onde ocorreu chacina sofrem atentados e casa é queimada em Colniza, denuncia MP

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Novos atentados contra os moradores do Distrito de Taquaruçu do Norte, no município de Colniza, a 1.065 km de Cuiabá, foram denunciados pelo Ministério Público aos órgão de Segurança Pública de Mato Grosso. Em abril de 2017, nove trabalhadores foram mortos. As vítimas, todos homens, foram rendidos, torturados e mortos.Segundo o MP, dois novos atentados contra uma família que mora na gleba foram registrados no dia 4 e 9 de setembro.Na primeira ocasião, homens encapuzados e armados ameaçaram a família de morte e atirou na motocicleta usada por eles. Já na segunda-feira (9), o mesmo grupo com o rosto coberto ateou fogo em uma casa depois de fazer novas ameaças.
Trabalhadores foram mortos em abril de 2017 -- Foto: Reprodução/TVCA

Ao oficializar os novos ataques, o MP solicitou ao governo que sejam adotadas medidas - como o envio de policiais -, "para impedir a ocorrência de uma nova chacina em Colniza".A chacina vitimou homens com idade entre 23 e 57 anos. Eles estavam em barracos erguidos na Gleba Taquaruçu do Norte quando foram rendidos, torturados e mortos.A motivação dos crimes seria a extração de recursos naturais da área. A intenção do mandante do crime era assustar os moradores e expulsá-los das terras, para que ele pudesse, futuramente, ocupá-las.
Acampamento de trabalhadores rurais onde houve uma chacina em Colniza, em 2017 -- Foto: Ciopaer/MT
Chacina em ColnizaSegundo o MP, o grupo de extermínio percorreu aproximadamente 9 km ao longo da Linha 15, assassinando, com requintes de crueldade, aqueles que encontraram pelo caminho, sem dar chance de fuga ou defesa.As vítimas foram identificadas como Francisco Chaves da Silva, 56, Edson Alves Antunes, 32, Izaul Brito dos Santos, 50, Aldo Aparecido Carlini, 50, Sebastião Ferreira de Souza, 57, Fábio Rodrigues dos Santos, 37, Samuel Antonio da Cunha, 23, Ezequias Santos de Oliveira, 26, e Valmir Rangel do Nascimento, de 55 anos.Foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) e constam como réus no processo o empresário do ramo madeireiro Valdelir João de Souza, de 41 anos, apontado como mandante do crime, o ex-sargento da Polícia Militar de Rondônia Moisés Ferreira de Souza, Ronaldo Dalmoneck, Pedro Ramos Nogueira e Paulo Neves Nogueira - sendo esses dois últimos tio e sobrinho.



G1, MT

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