PM morto no sudeste do Pará era investigado e podia ser expulso da corporação, diz chefe da Polícia

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O Chefe de Estado Maior da Polícia Militar do Pará, coronel Ronald Souza, afirmou em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (4), em Marabá, sudeste do estado, que o PM assassinado em Senador José Porfírio respondia processo administrativo que investigava o PM por desvios de comportamento registrados ao longo da carreira. Ainda segundo o coronel, o policial poderia vir a ser expulso da corporação por esse motivo.

Na coletiva, o major também lembrou que o PM, Valdenilson Rodrigues da Silva, não poderia estar em serviço durante o assassinato, pois estava afastado de suas atividades devido a uma licença médica.

O encontro com a imprensa foi realizado no final da manhã desta quinta-feira (4) na cidade de Marabá, no sudeste do Estado, com o objetivo de apresentar dados sobre a segurança pública em relação ao mês de março.

Além do coronel Ronald Souza, chefe do Estado Maior da Polícia Militar; também estavam na coletiva de imprensa Uálame Machado, secretário de Estado de Segurança Pública; e o delegado José Humberto de Melo Júnior, diretor de Polícia do interior.

De acordo com a Segup, os conflitos agrários como os registrados em municípios como Eldorado dos Carajás, Pau D"Arco e Anapú são históricos e estão ligados aos problemas de legalização de propriedades rurais no sul e sudeste paraense.

"Sabemos que as regiões sul e sudeste são muito conflituosas, sobretudo por conta da indefinição quanto à propriedade da terra, um problema histórico. Nesta gestão, temos trabalhando intensamente, por meio do Iterpa (Instituto de Terras do Pará), não só na legalização de áreas rurais, como urbanas também. Com isso, certamente, a tensão diminuirá. Temos diversas delegacias especializadas em conflitos agrários que estão atuando e evitando diariamente novos conflitos", explicou Uálame Machado.

Na coletiva de imprensa foram apresentados dados que indicam redução de 17% no número de homicídios em todo o Pará durante o mês de março de 2019, com 47 casos a menos que o mesmo período do ano passado, quando 282 pessoas morreram assassinadas.

Entenda

O policial militar, Valdenilson Rodrigues da Silva, de 54 anos, foi encontrado morto em uma propriedade rural ocupada por posseiros e que foi invadida por um grupo de ao menos seis homens armados no último dia 3. Os peritos da polícia encontraram no local do crime uma grande quantidade de armas e munições incluindo espingardas e pistolas modelo HT40 e 380.

O grupo atirou contra uma residência onde seis pessoas de uma mesma família estavam. Além do Policial Militar outras três pessoas ficaram feridas, um casal e um adolescente de 15 anos. As vítimas estão ainda hospitalizadas em Altamira e devem ser ouvidas após receberem alta.

O corpo do policial foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) na quarta-feira (3). A Polícia Civil investiga as motivações do ataque.

Fonte: G1 Pará

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