Médicos da Santa Casa de Cuiabá se comprometem a atender pacientes com câncer até o fim do estoque de insumos e remédios

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Santa Casa de Misericórdia, em Cuiabá, suspendeu os atendimentos — Foto: Lenine Martins/Secom-MT
A Santa Casa da Misericórdia em Cuiabá continuará o tratamento de câncer dos pacientes internados até que o estoque de insumos e remédios cheguem ao fim. A prefeitura informou que vai transferir os pacientes gradualmente para o Hospital de Câncer e para o Hospital Geral Universitário (HGU) quando receber os prontuários médicos dos pacientes.

A direção da Santa Casa anunciou a suspensão de internações no dia 11 deste mês, alegando a falta de repasse no valor de R$ 3,6 milhões por parte da prefeitura. O Executivo municipal a alega que a Santa Casa deve quase R$ 25 milhões ao município pela não realização de exames e cirurgias eletivas que foram pagos antecipadamente.

Um termo de responsabilidade foi assinado pela equipe médica da Santa Casa na sexta-feira (22) se comprometendo a continuar atendendo os pacientes com câncer, até que haja medicamentos.
Termo foi assinado na sexta-feira — Foto: Reprodução


As crianças que fazem hemodiálise já estão sendo atendidas no Instituto Nefrológico de Mato Grosso (Inemat) em Várzea Grande, região metropolitana da capital, enquanto os pacientes adultos, na Clínica Nefrológica de Mato Grosso (Clinemat), na Clínica de Tratamento Renal (CTR) e no Centro Nefrológico de Cuiabá (Cenec).

Por meio da Central de Regulação, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) solicitou, em caráter de urgência, à Santa Casa os prontuários dos pacientes adultos que fazem tratamento oncológico.


A Santa Casa tinha pedido prazo de até na quinta-feira (21) para a entrega dos documentos. No entanto, segundo a secretaria, até esta segunda-feira (25) não havia recebido e que vai fazer um novo pedido exigindo os prontuários.

A secretaria informou que está aguardando os registros para fazer as transferências dos pacientes antes que os insumos e remédios da Santa Casa acabem.

Crise financeira
Em novembro do ano passado, os funcionários da entidade filantrópica entraram em greve pela falta de pagamento de salários desde o mês de setembro de 2018.

Em dezembro, fizeram uma manifestação em frente a Prefeitura de Cuiabá para reivindicar a liberação de uma emenda de R$ 12,4 milhões.

Em janeiro deste ano, o então presidente da instituição, o médico Antônio Preza renunciou ao cargo por causa da grave crise financeira que o hospital passa.


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