Prefeito de Guarantã do Norte e mulher são acusados de estelionato

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O prefeito de Guarantã do Norte teria falsificado a assinatura de uma mulher e aberto uma empresa em seu nome, sem que ela tivesse conhecimento.

Acusado de crime de estelionato, o prefeito de Guarantã do Norte (700 km de Cuiabá), Érico Stevan Gonçalves (PRB), é alvo de inquérito policial instaurado pela Polícia Civil do município.

De acordo com o documento obtido com exclusividade pelo LIVRE, Érico Gonçalves teria falsificado a assinatura de N.G.S. e aberto uma empresa em seu nome, sem que ela tivesse conhecimento.

A vítima teria descoberto a suposta fraude ao ter seu pedido de aposentadoria rural negado, sob a justificativa de que seria sócia-proprietária da empresa Silva e Fogaça ME, cujo nome fantasia seria Brasil Pneus, com sede em Guarantã do Norte.

Em relato feito por N.G.S. para registro de boletim de ocorrência, ela ressaltou que sua família é amiga do prefeito há cerca de 16 anos, sendo que em certo dia ele teria procurado seu esposo para pedir para abrir uma empresa em seu nome.

A vítima, por sua vez, não teria concordado e teria ido informar os motivos ao prefeito, quando este pediu que assinasse um documento para que ele ratificasse seu CPF, no qual ainda estaria constando o nome de solteira. Ela, que diz não saber ler, teria assinado os papéis.

Ainda conforme o relato, quando N.G.S. ficou sabendo da abertura da empresa, teria novamente procurado o prefeito, que teria negado a suposta fraude. Para a advogada da vítima, entretanto, Érico teria dito que poderia pedir para a empresa de contabilidade retirar a movimentação financeira da empresa, que teria ficado aberta apenas uma semana, do nome da vítima.

Ao receber os documentos de abertura e fechamento da empresa, contudo, a advogada percebeu que as assinaturas eram diferentes. Além disso, as atividades da empresa teriam sido encerradas no Tabelionato de Novo Mundo, cidade onde vítima nunca teria estado.

Alteração contratual
Na primeira alteração contratual da empresa na Junta Comercial, anexa ao inquérito aberto em 8 de novembro, consta a retirada do nome de Pedro Henrique Gonçalves, irmão do prefeito, e inclusão de N.G.S. como sócia majoritária de Glayse Anny Fogaça, também investigada, bem como a alteração do nome de Gonçalves e Fogaça LTDA-ME para Silva e Fogaça LDTA- ME.

Pelos documentos, a empresa teria iniciado as atividades em maio de 2005, a alteração teria sido promovida em novembro de 2007 e as operações teriam sido encerradas em maio de 2014.

Condenado pelo mesmo crime
Em 2007, Érico Gonçalves, que é ex–vereador e ex-vice-prefeito de Guarantã do Norte, foi condenado a um ano e três meses de reclusão em regime inicial aberto pelo Tribunal de Justiça do Paraná em processo criminal por estelionato.

Conforme a ação, em 2003 o prefeito teria comprado chinelos artesanais de Ailton Aparecido Monteiro e pagado com cheques furtados de seu primo, Anderson Fernando dos Santos. Ele nunca cumpriu a pena.

Em 2010, o atual chefe do Executivo chegou a apresentar uma suposta certidão criminal negativa da Comarca de Paraíso do Norte à Câmara de Vereadores e negou que tivesse sido processado. A Justiça do Paraná, por sua vez, emitiu certidão positiva para fins criminais em seu nome, na qual consta a condenação por estelionato.




Fonte: LIVRE





























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