Sobrinha possivelmente teria inventado que foi estuprada para se “vingar” de tio preso

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A defesa do suspeito J.P.M.M acusado pela sobrinha de tê-la estuprado, contesta a versão apresentada pela adolescente e diz que não há provas suficientes para comprovar o crime, além de várias contradições nos relatos da menor de idade vítima do suposto abuso sexual em suas declarações no IP (Inquérito Policial).

Segundo o advogado Reginaldo Rueda representante legal do suspeito, os laudos comprovaram que não houve violência conforme descreve o laudo anexado no Inquérito Policial, pois os exames não apontaram lesões ou marcas de violência. Exames também mostraram que a vítima não tem lesões nas genitálias provenientes de um eventual estupro, como a ela relatou o laudo juntado pela Polícia de Goiás.

Segundo a família do suspeito J.P a adolescente teria inventado a história, após o tio ter flagrado a menor na casa de adolescentes apenas blusa e sem calcinha e, onde possivelmente teria tido relação sexual com um dos jovens que estava na residência, temendo ser “dedurada” pelo tio a garota o ameaçou se caso contasse onde ela estava, a mesma iria dizer que havia sido abusada por ele, [J.P].

Mesmo sob ameaças da sobrinha, J.P levou a adolescente a casa de um outro tio com quem a garota morava na época do fato. Ao tio e para a Policia, inicialmente a adolescente contou que havia sido abordada por dois indivíduos que a obrigaram a fumar um "cigarro de cocaína" e em um momento de descuido acabou conseguindo fugir, outro ponto contestado pela defesa.

Segundo relato de familiares, a adolescente que tem um histórico rebelde no convívio com a mãe e outros parentes teria inventado a história para encobrir o erro cometido por ela e flagrado pelo tio J.P.

Para o advogado Reginaldo Rueda, os relatos mostram-se inconclusivos, ou seja, ninguém pode até o momento ser considerado culpado do fato, pois não existem provas.

Importante ressaltar que conforme o laudo emitido pela Policia Civil do estado de Goiás, não existem e nem existiram lesões, descaracterizando assim uma eventual violência, demonstrando que houve de fato uma relação, mas, consentida e sabe-se lá com quem. Ou seja, está comprovado apenas que a garota não é virgem.

O caso está sendo apurado pelo Juiz da Comarca de Porto Alegre do Norte e posteriormente pelo Ministério Público.

araguaianoticia.

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