Ônibus da empresa Novo Horizonte linha Alta Floresta/Cuiabá sofre atentado

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O inquérito do Ministério Público Estadual (MPE) relativo a Operação Rota Final revelou que a empresa Novo Horizonte foi vítima de seis atentados contra seus veículos. Entre os atos de vandalismo apontados em boletins de ocorrência e fotografias, estão apedrejamento e até mesmo ameaça de incendiar ônibus.
A Novo Horizonte venceu a licitação relativa a operação nas regiões de Rondonópolis (Mercado 2) e Alta Floresta (Mercado 7). A empresa começou a atuar no mercado mato-grossense em janeiro, e desde então, uma série de atos de vandalismo foram relatados pela empresa.
Boletins de ocorrência e fotografias apontam ao menos seis atentados contra veículos da empresa, decorrentes de apedrejamento. Segundo a empresa, os atos “ocasionaram severos danos aos ônibus da concessionária e colocaram em risco a vida dos passageiros, motoristas, demais viajantes e os transeuntes das respectivas rodovias”.
O MPE aponta que o gerente da empresa, Ricardo Budtinger, em depoimento, afirmou que desde a segunda quinzena de fevereiro, um mês após começar a operar, foram vítimas de uma série de ações. Além dos apedrejamentos, o funcionário da Novo Horizonte apresentou vários outros episódios.
Entre os atos de vandalismo apontados por Budtinger, estão perseguições por veículos e motocicletas contra ônibus da empresa em movimento, ameaças diretas contra motoristas da empresa de atear fogo nos veículos que passassem novamente em um determinado ponto de Várzea Grande, na linha Alta Floresta/Cuiabá.
Outro episódio citado pelo gerente da empresa aponta a detecção de pedras, areia e sujeiras no motor de ônibus da Novo Horizonte, colocados intencionalmente por uma pessoa desconhecida, que tinha o intuito de fundir o motor do veículo. Para o MPE, os indícios apontam que os atos foram cometidos pela organização criminosa investigada na Operação Rota Final e revelam o alto grau de periculosidade dos envolvidos.
“Os indícios apontam que tais atos de vandalismo foram orquestrados pela organização criminosa, conforme registrado pelo empresário Isac Azevedo Magalhães, que consignou que desde que sua empresa logrou vencedora no processo licitatório nº 114734/2012, vem passando por diversas adversidades para que o STCRIP possa ser operado neste Estado, fato que revela o alto grau de periculosidade dos agentes envolvidos, e exige a adoção de medidas urgentes, visando a interrupção da influência do grupo criminoso”, diz o inquérito do MPE.
LICITAÇÃO
O edital investigado na operação “Rota Final” é divido em dois lotes, cada um com “8 mercados”, que representam todas as regiões de Mato Grosso. No total, os contratos somariam R$ 11,25 bilhões. Ao final dos vinte anos de concessão, e de acordo com audiências públicas realizadas em 2012, as receitas totais das empresas de todo o sistema seriam da ordem de R$ 7,68 bilhões.
As investigações da suposta fraude apontam a participação dos deputados estaduais Dilmar Dal Bosco (DEM), Pedro Satélite (PSD), o ex-presidente da Ager, Eduardo Moura, além do presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Mato Grosso (Setromat), Júlio César Sales Lima. O secretário de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT), Marcelo Duarte, também é citado nas investigações.
Na operação, foram presos Júlio César Sales Lima, o empresário Éder Augusto Pinheiro, dono da Verde Transportes, e os diretores da empresa, Wagner Ávila do Nascimento e Max William de Barros Lima. Todos foram colocados em liberdade, por decisão do desembargador Guiomar Teodoro Borges, o mesmo responsável por decretar as prisões temporárias.
Fonte: Folha Max

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