MPE investiga 12 deputados suspeitos de ganhar propina no MT Integrado

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O Ministério Público Estadual (MPE), através do Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco, abriu em janeiro investigação sigilosa para apurar as suspeitas de prática de pagamento de propina através de dois "canais" na Assembleia Legislativa de Mato Grosso durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa (sem partido), entre 2011 e 2014. A investigação é baseada nas delações premiadas de Silval Barbosa, seu ex-chefe de gabinete, Silvio Cezar Correa Araújo e do ex-secretário da Casa Civil da sua gestão, Pedro Nadaf.
Todas colaborações premiadas já tiveram homologação pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux. Os três irão devolver quase R$ 100 milhões ao erário público. O inquérito será conduzido pelo promotor Clóvis Almeida. A investigação foi aberta com base em documentos compartilhados pela Procuradoria Geral da República (PGR).
Segundo o ex-governador Silval Barbosa, o mensalinho era pago, durante a sua gestão, aos deputados estaduais de sua base aliada, para ficar a favor do Governo em votações na Assembleia Legislativa. Segundo o ex-chefe do executivo estadual, cada parlamentar recebia R$ 50 mil, cujos valores eram repassados pela Mesa Diretora através de recursos extras colocados no duodécimo.
Silval também apontou que, além do mensalinho, alguns deputados também faziam extorsões, como no caso das propinas relativas ao programa MT Integrado, cujos alguns pagamentos foram registrados em vídeo pelo ex-governador e exibidos na Rede Globo no ano passado. Cada parlamentar teria recebido R$ 600 mil em 12 parcelas de R$ 50 mil, conforme o ex-governador.
Dos 24 deputados estaduais da antiga legislatura, apenas Zeca Viana (PDT) não teria recebido nenhum tipo de propina no esquema existente no Legislativo. Já Ademir Brunetto (PT), que não conseguiu ser reeleito em 2014, não foi citado por Silval, mas foi acusado por Riva de receber um "mensalinho".
Em 2014, o Legislativo teve uma renovação de 45%. Foram reeleitos 14 parlamentares, sendo que 12 são investigados pelo Naco: Baiano Filho (PMDB), Dilmar Dal'Bosco (DEM), Guilherme Maluf (PSDB), José Domingos Fraga (PSD), Mauro Savi (PR), Ondanir Bortoloni (PR), Pedro Satélite (PSD), Romoaldo Júnior (PMDB), Sebastião Rezende (PR), Wagner Ramos (PR) e Gilmar Fabris (PSD).
Já os parlamentares eleitos na última disputa anaína Riva (PSD), José Eduardo Botelho (PSB), Leonardo Albuquerque (PDT), Max Russi (PSB), Oscar Bezera (PSB), Pery Taborelli (PV), Saturnino Masson (PSDB), Silvano Amaral (PMDB), Wancley de Carvalho (PV), Wilson Santos (PSDB) e Zé Carlos do Pátio (SD) não são alvos de investigação. Já os ex-parlamentares entre 2011 e 2014 terão investigação na primeira instância do Ministério Público.


Folhamax 

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