Justiça nega transferir depoimento de testemunha que levou 9 tiros

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A determinação é contrária ao pedido do Ministério Público, que solicitava a realização da audiência de duas testemunhas após passarem por tentativa de assassinato em Colniza.


Uma das testemunhas da chacina escapou de uma tentativa de assassinato quando esteve em Colniza.
Após escapar de uma tentativa de assassinato, uma testemunha da chacina que vitimou nove pessoas no distrito Taquaroçu do Norte, em Colniza, será ouvida na região onde aconteceu o crime.
A decisão do juiz da Vara Única de Colniza, Ricardo Frazon Menegucci, proferida na sexta-feira (2), negou o pedido do Ministério Público (MPE), que solicitava a realização da audiência de duas testemunhas em Cuiabá, após uma delas ter sofrido uma tentativa de assassinato.
Conforme a denúncia apresentada pelo MP, a testemunha relatou que da última vez que esteve em Colniza, após a chacina, levou nove tiros e teve que passar cinco dias escondida. Ela alegou que não registrou boletim de ocorrência porque quando prestou depoimento sobre o caso recebeu garantia de que teria proteção. A mesma testemunha informou, ainda, que seis pessoas foram atrás dela e que “quase a mataram”.

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Moisés Ferreira, Paulo Neves Nogueira, Pedro Ramos Nogueira e Ronaldo Dalmoneck são acusados pelo crime.



Dentre outras coisas, o magistrado ressaltou principalmente o fato de que o trajeto de ida e volta das testemunhas até Cuiabá as colocaria em risco superior.

O juiz também disse que: “Segundo o art. 222, caput, do CPP, a testemunha que morar fora da jurisdição do juiz será inquirida pelo juiz do lugar de sua residência, expedindo-se, para esse fim, carta precatória, com prazo razoável, intimadas as partes”.

Neste caso, ficou determinado que as testemunhas sejam ouvidas no município de Machadinho do Oeste (RO) - município vizinho ao Distrito Taquaroçu do Norte, onde houve a chacina.

Na mesma decisão,ficou mantido o mandado de prisão expedido contra Valdelir João de Souza, conhecido na região como Polaco Marceneiro. Conforme as investigações, ele seria o mandante da chacina, por questões envolvendo terras e extração ilegal de madeira.

A chacina

Segundo as investigações, a motivação da “Chacina de Taquaruçu do Norte” está diretamente ligada à disputa de terras para extração de madeira e minério.

São réus no processo: Pedro Ramos, Paulo Neves, Ronaldo Dalmoneck e Moisés Ferreira. Todos são acusados de integrar um grupo de extermínio denominado “os encapuzados”. Os integrantes do bando são conhecidos na na região de Colniza como “guachebas”, ou matadores de aluguel, que teriam sido contratados por Valdelir João, com a finalidade de praticar crimes.

Além de Valmir, no dia da chacina os guachebas foram até a Linha 15, com armas de fogo e arma branca, onde executaram Francisco Chaves da Silva, Edson Alves Antunes, Izaul Brito dos Santos, Alto Aparecido Carlini, Sebastião Ferreira de Souza, Fábio Rodrigues dos Santos, Samuel Antonio da Cunha, Ezequias Satos de Oliveira. A linha 15 compõe a localidade de Taquaruçu do Norte (zona rural a 230 Km de Colniza).
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Nove pessoas foram brutalmente assassinadas em Colniza.



RepórterMT/

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