Alta Floresta: mãe denuncia troca de bebês em Hospital Regional e direção afirma que não encontrou falhas



Uma jovem de 24 anos, identificada como F.M.G., fez uma postagem no último dia 7 de fevereiro denunciando que seu filho foi trocado na maternidade após seu parto no Hospital Regional Albert Sabin, de Alta Floresta.

A mãe chegou a fazer um exame de D.N.A. que comprovou que a criança que levou para casa não era seu filho biológico. A dúvida surgiu após ela conhecer a mãe que teria ficado com seu bebê. A direção do hospital se manifestou por nota dizendo que não encontrou falhas no procedimento adotado no dia dos partos.

De acordo com a jovem, após 48 horas de trabalho de parto, às 20h46 do dia 20 de maio de 2017 seu filho  nasceu no Hospital Albert Sabin. Ela explicou que teve complicações no parto e por isso não conseguiu olhar seu filho, já que foi levada diretamente para um centro cirúrgico. O outro bebê, Felipe, teria nascido por volta das 21h.

Após se recuperar da cirurgia ela foi até o berçário e lá viu a outra criança (que estava identificado como Eduardo) no berço onde deveria estar seu filho. Como nunca havia olhado para a criança ela não estranhou e acreditou que Felipe seria seu filho.

Segundo a jovem, no dia 10 de outubro de 2017, por acaso ela acabou conhecendo a outra mãe, que estaria com seu filho. Ela contou que a princípio não quis acreditar na possibilidade de troca de bebês, mas sentiu que o menino que acabara de conhecer era o seu filho biológico.

“Ali onde tudo começou, a minha luta, a minha batalha. Nesse dia me lembro que chorei muito, mas muito mesmo, pois não vou negar que no princípio eu não quis acreditar nessa possibilidade de trocas de bebês de maneira nenhuma, mas como a dúvida veio e falou mais alto, fui atrás buscar respostas”, contou.

Ainda com dúvidas ela procurou realizar um exame de DNA e depois de 30 dias de espera, já em novembro, chegou o resultado que confirmou que o bebê que estava cuidando por mais de seis meses não era seu filho. Ela então procurou a Justiça para resolver esta situação.

“Só quem está passando ou já passou por essa experiência triste e trágica sabe o quanto a cada dia que se passa dói mais e mais tanto no coração como na mente da gente e da nossa família. Mas lógico que amo os dois filhos como ninguém. Como dizem coração de mãe sempre cabe mais um, só que minha maior vontade é ter meu filho biológico de volta em meus braços o mais rápido possível. Pois após a descoberta da verdade já se passaram mais de três meses, e nada de darem alguma resposta concreta e decidida para acabar com esse sofrimento”, desabafou a jovem.

O diretor geral do hospital, José Marcos Santos da Silva, se manifestou por meio de uma nota narrando o dia dos nascimentos. De acordo com ele os dois partos aconteciam no mesmo instante e a jovem de 24 anos, após o nascimento de seu bebê foi encaminhada para um centro cirúrgico. O filho dela teria ficado em um berço aquecido, em oxigenioterapia, já que nasceu hipoativo.

Em seguida a enfermeira teria sido chamada para o quarto ao lado, onde era realizado o parto da outra mãe.

Após o nascimento do bebê a enfermeira foi com a criança para a sala onde aconteceu o primeiro parto, e onde a primeira criança ainda estava, para receber os cuidados e em seguida foi levado novamente a mãe.

A enfermeira disse que não consegue imaginar como isto foi acontecer, pois permaneceu acompanhando e cuidando do RN desde o seu nascimento. Ao final o diretor geral afirma que o hospital até o momento não encontrou qualquer falha nos procedimentos adotados.

Leia na íntegra a nota do Hospital:
NOTA – DIREÇÃO DO HOSPITAL REGIONAL DE ALTA FLORESTE

O HRAFAS disponibiliza para suas pacientes parto cesariana e vaginal. Com equipe especializada e ambiente apropriado para oferecer conforto às gestantes. Temos uma sala de parto, 5 leitos de pré-parto e um alojamento conjunto com 6 leitos.

Todo recém-nascido (RN) é recepcionado pelo enfermeiro, e identificado conforme o Protocolo da instituição, que consiste em: Na recepção da gestante em trabalho de parto identifica a mãe com pulseira, e imediatamente após o nascimento coloca a pulseira no RN com o nome da mãe, data do nascimento, hora e sexo; em seguida apresenta o RN à mãe e acompanhante, mostrando a pulseira identificada no RN com seu nome, encaminhando em seguida ao alojamento conjunto, se as condições clínicas da mãe e do RN permitirem. No alojamento conjunto, o RN é colocado em berço de acrílico, identificado com a sigla “RN” seguida do nome da mãe, ao lado do leito materno.

Segundo relato da equipe de enfermagem havia 2 mães  em trabalho de parto naquele instante. A mãe F.M.G, teve o RN na sala de parto às 20h46,   nasceu hipoativo, foi recepcionado, colocado em berço aquecido, e em oxigenioterapia. A puérpera após o parto apresentou hemorragia e foi encaminhada ao centro cirúrgico para controle. Em seguida a enfermeira foi chamada no quarto ao lado onde se encontrava outra gestante, já em trabalho de parto que aconteceu ali mesmo no quarto.  O RN foi levado à sala para os cuidados e, em seguida, entregue à mãe em alojamento conjunto, porém o RN de F. continuou em oxigenioterapia, no berço aquecido na sala de parto. Procedimento normal para esses casos.

A acompanhante relatou que esteve todo o tempo acompanhando o processo, desde o parto até o outro dia. E que não consegue imaginar como isto foi acontecer, pois permaneceu acompanhando e cuidando do RN desde o seu nascimento. Essa informação foi obtida quando a Enfermeira chefe do hospital foi comunicada na Unidade de Coleta e Transfusão de Sangue (UCT), quando foi solicitada por uma funcionária que informou sobre a suspeita da troca e mostrou o resultado do exame de DNA, até esse momento não havia ocorrido quaisquer informações sobre este fato formalmente ao hospital.

O hospital até o momento não encontrou qualquer falha nos procedimentos adotados, pois as crianças saíram corretamente identificadas constando o nome da mãe, data, horário do nascimento e sexo, as mães estiveram alojadas no mesmo ambiente após o parto em conjunto com seus RN’s até a alta hospitalar.

José Marcos Santos da Silva
Diretor Geral
Hospital Regional de Alta Floresta Albert Sabin


VINICIUS  MENDES – OLHAR DIRETO


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