Polícia Federal faz operação em MS, GO e DF contra grupo que prometia lucros milionários

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Relógios apreendidos na operação Ouro de Ofir, em Campo Grande, MS (Foto: PF/Divulgação)
Eles estariam captando dinheiro de investidores com promessas de recompensas, dizendo que havia títulos de mina de ouro desativada.
A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal fazem nesta terça-feira (21), em Campo Grande, Terenos (MS), Goiânia e Brasília, operação de combate a grupo suspeito de estelionato. Milhares de pessoas teriam sido vítimas.
Os policiais cumprem 11 mandados de busca e apreensão, quatro de prisão temporária e quatro de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento e depois liberada.
Entre os locais que os policiais estiveram, em Campo Grande, está a Company, empresa de consultoria, no bairro Monte Castelo, patrocinadora do Campeonato Estadual de Futebol. O G1 tentou contato, mas ninguém atende ao telefone disponibilizado no site da empresa.
A Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul diz que vai aguardar o fim das investigações para se pronunciar e que tem contrato com a Company até o fim deste ano. O valor não foi divulgado. O presidente da Federação, Francisco Cezário afirmou que a empresa honrou os compromissos.
Em 2017, a empresa deu nome a todas as competições de base e profissional do estado, seis ao todo. Uma reunião estava agenda para este mês para que fosse assinado contrato entre a Federação e a Company para a próxima temporada do futebol.
Outros endereços
Os policiais também fizeram apreensões em uma residência que fica em um condomínio de classe média alta e em outra em bairro de mesmo padrão.

Até a última atualização desta reportagem, já tinham sido apreendidos diversos relógios, R$ 1 milhão em espécie, carros de luxo, 200 quilos em pedras preciosas e armas de fogo.
Dinheiro apreendido em um dos endereços da operação Ofir, em Campo Grande, MS (Foto: PF/Divulgação)


O esquema
O grupo atuava como instituição financeira clandestina, coptando valores normalmente acima de R$ 1 mil de investidores, com a promessa de recebimentos milionários. Os investidores eram induzidos a depositar quantias para ter uma lucratividade de mais de 1.000%.
De acordo com a PF , o grupo dizia ao investidor alvo haver uma mina de ouro já explorada e que os valores referentes às comissões de venda estavam sendo repratiados, vendidos e até mesmo doados a terceiros.
O grupo também prometia quantias milionárias com liberação de uma antiga Letra do Tesouro Nacional – LTN. Tudo isso mediante pagamento prévio.

Um dos presos na operação Ofir, em Campo Grande, MS (Foto: Alexandre Cabral/ TV Morena)

Conforme a PF, os alvos da operação Ouro de Ofir, faziam contrato com o investidor. Papéis estes que não possuem lastro ou objeto jurídico plausível: os nomes eram Operação SAP e Aumetal. Também eram falsificados documentos de instituições públicas federais na tentativa de oferecer credibilidade ao que era repassado às vítimas
Entre os suspeitos de integrar o grupo estão advogados, consultores e servidores da Justiça.

Policiais com malotes de apreensão. Ao fundo, três veículos apreendidos. Tudo na operação Ofir, em Campo Grande, MS (Foto: Alexandre Cabral/ TV Morena)

Nome da operação
Segundo a PF, Ouro de Ofir é baseado em uma cidade mitológica da qual seria proveniente um ouro de maior qualidade e beleza. Tal cidade nunca foi localizada e nem o metal precioso dela oriundo.

G1 /Por TV Morena

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