BR-163 será bloqueada em protesto pelo Hospital

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Entidades se mobilizam para que o Estado repasse os valores atrasados, que chegam a R$ 28 milhões
Amanhã, terça-feira, a partir das 16h, a BR-163, no Alto da Glória, em Sinop, será bloqueada. A ação está sendo desencadeada por entidades de classe e pela Câmara de vereadores de Sinop como um ato de protesto contra o governo do Estado. A mobilização pede o pagamento dos repasses para a Fundação Santo Antônio, entidade filantrópica responsável pela administração do Hospital Regional de Sinop. Conforme a Fundação, a dívida acumulada ultrapassa a cifra de R$ 28 milhões, inviabilizando a manutenção dos atendimentos na unidade.

Na tarde desta segunda-feira (2), a prefeita Rosana Martinelli (PR), recebeu em seu gabinete representantes de diversas entidades de classe do município. Após a reunião, o grupo partiu para o Hospital Regional, onde fez uma visita técnica. A definição do ato de protesto, que começa nesta terça-feira, ocorreu após a visitação.

A mobilização começa às 15h30 na Praça da Bíblia, com uma concentração. Ônibus estarão à disposição para levar a população ao manifesto. Além do fechamento da rodovia, os líderes políticos da região vão tentar agendar uma visita com Pedro Taques, com urgência. Se, mais uma vez houver a negativa, o presidente da Câmara, Ademir Bortoli (PMDB), propõe levar o protesto para a capital. “Já estou mobilizando os vereadores da região para virem ao fechamento da BR amanhã e, se não tivermos resultado, vamos acampar em frente ao palácio Paiaguás até que o governador nos receba e nos dê uma resposta sobre essa questão insustentável”, declarou o presidente.



A situação do Hospital

Na última quinta-feira (28), o Hospital Regional de Sinop oficiou o Corpo de Bombeiros e a Rota do Oeste que não receberia mais pacientes que não estivessem enquadrados como “risco eminente de morte”. A medida, justificou a direção da Fundação, foi tomada em função da falta de recursos.

Conforme o diretor Wellington Randal, em oficio encaminhado no dia 4 de setembro, a Fundação não recebeu R$ 1,2 milhão referente ao mês de julho, o valor cheio (R$ 4,4 milhão), referente ao mês de agosto e também o total que já estava vencendo, do mês de setembro, totalizando R$ 10,1 milhões.

Além desses valores – que são pactuados em contrato – a Fundação reclama R$ 17,7 milhões referentes a diferença mensal gasta a maior entre fevereiro de 2016 à julho de 2017. A entidade afirma que o atual custo mensal do Hospital Regional de Sinop extrapola o fixado em contrato, beirando os R$ 6 milhões.

Em relação aos valores pendentes, a SES (Secretaria Estadual de Saúde), alega que o repasse referente a agosto – cujo pagamento estava previsto para o dia 10 de agosto - está em análise devido às pendências de regularidade fiscal apontadas em um parecer do Núcleo Jurídico da SES e que será encaminhado para ratificação da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Quanto ao mês de setembro, não existe processo protocolado na Secretaria-adjunta de Administração Sistêmica para o referido repasse.

Já em relação a pendências financeiras, correspondentes a diferenças nos repasses de fevereiro de 2016 a julho de 2017, a SES informa que foi constituído um Grupo de Trabalho em Caráter Temporário e especifico para analisar as prestações de contas contábil e financeira apresentadas pela Fundação. “Após a conclusão dos trabalhos, no prazo determinado, a SES se posicionará sobre a demanda”, relata a nota.
 GC Notícias

Fonte: Jamerson Miléski

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