Advogado protocola pedido de impeachment de Taque

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GRAMPOS ILEGAIS:

Otmar de Oliveira:Advogado protocola pedido de impeachment de Taques
O advogado Edno Damascena de Farias vai protocolar nesta sexta-feira (26), na Assembleia Legislativa, um pedido de impeachment do governador Pedro Taques (PSDB). O pedido é motivado pelas denúncias em relação à existência de interceptações telefônicas clandestinas no âmbito da Policia Militar de Mato Grosso feitas, supostamente, a mando do primeiro escalão de Taques.

De acordo com o advogado, o pedido parte de um “cidadão indignado” que vê indícios de participação do governador nos grampos ilegais. “No meu pedido demonstro indícios de que o governador foi conivente e teve envolvimento nesses grampos ilegais. Na minha leitura, isso viola a liberdade individual e o estado democrático de direito”, disse.
O caso dos grampos ilegais só veio à tona após denúncia do promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança, Mauro Zaque, de que o esquema teria sido realizado por policiais militares por meio da modalidade "barriga de aluguel”.

Teriam sido realizados pelo menos mil grampos envolvendo políticos, servidores, médicos, jornalistas e até um membro do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

De acordo com o advogado, a situação é muito grave para que as instituições se mantenham “omissas” frente o caso. Ele cita que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem conhecimento de que todo o caso demonstra o crime de responsabilidade do governador, porém não “se manifesta”.

“Não represento nenhuma instituição. Vou protocolar o pedido como cidadão comum, pois muitos estão alheios a todo o ocorrido. A OAB está omissa diante de tudo isso, mas não podemos ficar em silêncio diante desse escândalo. Eles estão ouvindo, daqui a pouco cortam nossas línguas para não nos permitir falar, não podemos deixar que isso aconteça”, afirmou.

Após o pedido protocolado na Assembleia Legislativa, o presidente da Casa, deputado Eduardo Botelho (PSB) vai decidir se o aceita ou não. Em caso positivo, é criada uma comissão especial para analisar a denúncia. “Vamos ver agora se o presidente da Assembleia está a favor do povo, da lei ou se é mais um apaniguado do governador”, disse.

Atualmente, a Assembleia Legislativa possui apenas cinco deputados da oposição que, inclusive, já pediram a renúncia de Taques. Desde que o caso dos grampos ilegais foi divulgado, o governador tem negado que tenha autorizado qualquer prática de ação militar de interceptação.

Prisão dos envolvidos – Na terça-feira (23), o coronel Zaqueu Barbosa e o cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior foram presos por decisão do juiz Marcos Faleiros da Silva, da 11ª Vara Criminal Especializada em Crimes Militares de Cuiabá. Eles são considerados os principais responsáveis por executar o grampo.

O coronel Zaqueu teria determinado o grampo, enquanto Gerson era quem supostamente fazia relatórios falsos de grampos militares. Um inquérito policial militar também foi instaurado para apurar a participação dos militares.


O coronel da reserva da Polícia Militar, Denézio Pio da Silva, foi convocado para coordenar os trabalhos, mas se declarou suspeito por já ter atuado como advogado do coronel Zaqueu Barbosa em uma ação cível, logo após se aposentar. O Governo do Estado não divulgou ainda novo nome para substitui-lo.

Karine Miranda, repórter do GD

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